Capítulo 1 · A formação e os primeiros aprendizados
Administração, seguros e a vontade de entender o negócio por dentro.
Vitor se formou em Administração em 2004, no Mackenzie. A formação ofereceu uma base ampla para compreender empresas, pessoas, processos e decisões, mas foi no contato com o mercado que o interesse por seguros começou a ganhar forma. Em vez de enxergar o seguro apenas como um produto vendido por telefone ou uma linha em uma proposta, ele passou a perceber que havia um campo inteiro de análise por trás de cada contratação.
Em seguida, Vitor trabalhou por aproximadamente dois anos e meio no Bradesco, em uma função comercial. Foi um período de aprendizado intenso sobre atendimento, relacionamento, negociação, metas e a responsabilidade de apresentar soluções para diferentes perfis de cliente. A experiência em uma instituição grande também ajudou a entender a dimensão operacional do mercado: a importância dos processos, dos documentos, das regras, das áreas internas e da qualidade da informação que chega até quem toma a decisão.
Ao mesmo tempo, ele buscou formação específica em seguros. O curso exigia presença, tinha módulos e acontecia depois do expediente, em uma rotina cansativa para quem já trabalhava durante o dia. Vitor conta que chegou a fazer parte importante desse caminho, mas a vida profissional e uma experiência de moradia fora do país interromperam aquele primeiro plano de formação. Ainda assim, o aprendizado permaneceu. O mercado deixou de ser uma curiosidade e passou a ser uma possibilidade concreta de futuro.
Capítulo 2 · Voltar, observar e aprender de novo
A experiência fora e o retorno com uma ideia mais clara.
Depois de um período fora do país, Vitor retornou ao Brasil e continuou trabalhando enquanto procurava uma direção profissional. Ele passou por atividades comerciais e por uma rotina de trabalho que exigia dedicação de segunda a sábado, além de outros compromissos. Esse trecho da história mostra uma característica que continua presente na Derencius: a disposição para fazer o trabalho necessário antes de alcançar uma posição mais confortável.
Quando concluiu uma etapa de estudos que havia sido prolongada pelas circunstâncias da vida, Vitor decidiu conhecer mais de perto a cultura de uma corretora. Foi trabalhar em uma empresa da Zona Leste de São Paulo porque queria observar como uma operação funcionava por dentro. A intenção era aprender o máximo possível e, algum dia, abrir a própria corretora.
A passagem foi curta, mas relevante. Em poucos meses, ele percebeu que se identificava mais com a possibilidade de empreender do que com o papel de funcionário. Também entendeu que uma corretora depende de muito mais do que vender uma apólice: é preciso organizar informações, conhecer produtos, lidar com seguradoras, acompanhar clientes, resolver problemas e construir credibilidade ao longo do tempo.
A experiência não terminou como ele imaginava. Vitor acabou saindo daquela corretora, em um momento que ele próprio descreve como uma fase de luta e reorganização. Em vez de apagar essa passagem, a história da Derencius pode reconhecê-la como parte do aprendizado: antes de dirigir uma operação, foi preciso descobrir que tipo de empresa ele não queria construir e qual postura gostaria de manter quando tivesse a própria carteira.





